Decorreu no dia 19 de Dezembro de 2017 a 1ª edição das ‘Conversas com a Diáspora’ com figuras de destaque da diáspora  Portuguesa e membros do Conselho.

O Conselho da Diáspora Portuguesa promoveu no passado dia 19 de Dezembro uma tarde de ‘Conversas com a Diáspora’ com algumas figuras de destaque da diáspora portuguesa no mundo, que decorreu na Católica Lisbon School of Business and Economics, em Lisboa.

Desde estudantes universitários, mestrados e MBAs, a executivos e empreendedores de startups (juntamente com os Conselheiros de Portugal no Mundo), foram reunidas nestas sessões diversos perfis e percursos de vida diferenciados, proporcionando a partilha de experiências, casos de sucessos e insucessos, perspectivas e visões sobre os temas em agenda, evidenciando os vários pontos de vista geracionais.

Foram abordados temas como Ciência: Promessa de um mundo melhor?; Digital e Criatividade, podem coexistir?; ou Mitos e Realidades sobre o tema das Novas Profissões, e também Somos os novos nómadas? e Nascer em Portugal, Abraçar o Mundo. Após as sessões houve momentos de networking informal com os membros da diáspora.

Para Ricardo Monteiro, ex-presidente da Havas Worldwide, “o mais difícil foi vencer o preconceito” associado à imagem dos portugueses em alguns países do mundo. Apesar de tudo, o gestor, que saiu de Portugal para estudar na Bélgica em 1974, diz que “a opinião sobre Portugal está a mudar”. Hoje, “muitas pessoas conseguem fazer de Portugal a base para depois terem uma carreira internacional”, defende.

Foi essa a estratégia utilizada pela astrobióloga Zita Martins. O seu percurso iniciou-se no Instituto Superior Técnico (IST), onde tirou a licenciatura em Química, e daí passou para a Holanda. Como queria seguir uma carreira no ramo da Astrobiologia e “essa opção não existia em Portugal”, decidiu-se pela emigração em 2002. Se tivesse ficado por cá, nunca estaria onde está hoje, reconhece Zita Martins. O objectivo da cientista era colocar Portugal no mapa da Astrobiologia. Assim, perseguiu o seu sonho “lá fora” e 16 anos depois está de regresso ao país como professora convidada no IST.

Quanto à valorização da ciência em Portugal, John Melo, director-geral da Amyris Biotechnologies, uma empresa do ramo da biotecnologia, avisa que “é necessário um ecossitema de apoio à inovação” em Portugal. Além disso, é preciso “aprender a aceitar os erros”, diz o açoriano que vive nos Estados Unidos desde 1973.

Rui Portela, um cientista que aos 29 anos está prestes a partir para um programa de pós-doutoramento numa empresa farmacêutica na Bélgica, participou no evento porque diz que é interessante “ver como os portugueses se relacionam a nível internacional e em diferentes áreas”. Apesar de estar de saída, não esconde que, “se houver uma oportunidade de trabalho interessante, a ideia é voltar”.

Aproveitando a vinda de muitos dos Conselheiros a Portugal para o Encontro Anual do Conselho da Diáspora, estiveram presentes nesta ocasião 26 membros da World Portuguese Network, contando também com a participação das principais associações de jovens da diáspora portuguesa, no papel de apresentador-moderador: AGRAFr, PARSUK, ASSPA, PAPS e GPS.

 

 

Por Conselho da Diáspora Portuguesa, Dezembro 2017

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