Portugal entrou pela primeira vez no top 25 dos países mais atrativos do mundo para o investimento direto estrangeiro (IDE). Segundo um estudo da AT Kearney, o país fica à frente da Noruega, da Áustria e do Brasil.

Neste trabalho, que mede a confiança dos investidores internacionais, conclui-se que “o desempenho da Europa é bom” pois “os mercados europeus representam metade dos países no top 10 e mais de metade no top 25”. E ainda destaca “França, Suíça e Itália” como três casos “fortes”.

“Portugal aparece pela primeira vez no índice de confiança do IDE — no 22º lugar”. Os investidores estrangeiros estão mais inclinados para a economia nacional por várias razões.

O estudo observa que o crescimento da economia foi de 2,7% em 2017, “o ritmo mais alto desde 2000”. Além disso, “as projeções do FMI dizem que a economia vai expandir-se 2,4% este ano”.

Os consultores tomam nota do facto de “graças, em parte, a esta recuperação económica, o rating de crédito de Portugal foi retirado de um nível especulativo em setembro pela Fitch e em dezembro pela Standard & Poor’s”. “Espera-se que a Moody’s siga esta linha em meados de 2018”, acrescenta o estudo.

A consultora destaca ainda o trabalho do governo em promover “parcerias” entre entidades públicas e empresas privadas para usar o dinheiro do Portugal 2020 “numa variedade de áreas focadas em inovação” e mostra-se muito surpreendida com o crescimento explosivo do sector das tecnologias, que “registou um crescimento notável de 673% nos investimentos nacionais e estrangeiros em 2017 face ao ano precedente”.

“Lisboa está a tornar-se um centro de start-ups tecnológicas em parte graças à deslocalização da conferência anual Web Summit, que acontecia em Dublin”. A AT Kearney dá ainda como exemplos o plano da Google para abrir um novo centro em Lisboa “que vai criar 500 empregos” e as parcerias com a Cisco e a OutSystems nas áreas da digitalização do país e da inteligência artificial, respetivamente.

 

Por Dinheiro Vivo, Maio de 2018

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