O Conselho da Diáspora Portuguesa reuniu-se no 6º Encontro Anual para debater o talento português e o reforço da competitividade, no dia 21 de Dezembro de 2018, no Palácio da Cidadela, em Cascais.

O Palácio da Cidadela foi, uma vez mais, palco de debates que se consideram desafios que se colocam num horizonte de média prazo ao desenvolvimento do país e posicionamento estratégico no contexto internacional.

Com a presença de Conselheiros da Diáspora, empresários e líderes de instituições e organismos portugueses, os painéis de discussão de 2018, moderados por Fernanda Freitas, foram dedicados aos seguintes temas:

– “Como potenciar e projectar talento português em Portugal?” .Os oradores deste painel foram Eli Eisenberg (Technical and Vocational Education Training – TVET), António Calçada de Sá (Conselheiro da Diáspora e Director Executivo no grupo Repsol, Espanha), Alberto Carvalho, (Conselheiro da Diáspora e superintendente do Miami-Dade County Public Schools, EUA).

– “Vantagens do contexto: como pode Portugal reforçar a sua competitividade?”. Os oradores do segundo painel foram John Melo (Conselheiro da Diáspora e CEO da Amyris Biotechnologies, EUA), Joana Rocha Scaff (Conselheira da Diáspora e Managing Director e Head of Europe Private Equity na Neuberger Berman, Inglaterra), Manuela Ferro (Conselheira da Diáspora e Vice-Presidente de Políticas de Operações e Serviços de País do Banco Mundial, EUA) e Luís Castro Henriques (Presidente da AICEP, Portugal).

A cerimónia de abertura contou com os discursos do Presidente da Direcção do Conselho da Diáspora Portugesa, Filipe de Botton, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, Augusto Santos Silva.

“O nosso principal papel é, aproveitando a experiência e a capacidade que os Conselheiros têm nas cidades de acolhimento, transformar este soft power em algo que possa ser válido para o nosso país.” explicou Filipe de Botton, durante a abertura do Encontro.

Augusto Santos Silva pediu que se aprofunde o Conselho da Diáspora Portuguesa como “um importante instrumento diplomático português”.“Não me esqueço da importância que o Conselho da Diáspora teve quando, em 2012, foi formado no auge da crise”, frisou o governante, na sessão de abertura do sexto Encontro Anual deste organismo, que decorre no Palácio da Cidadela, em Cascais. No ano passado, “uma das grandes realizações em matérias internacionais, em Lisboa, foi o Fórum EuroÁfrica”, disse, acrescentando que já olha para a próxima edição como uma nova “oportunidade de valorizar o relacionamento entre o nosso país e o conjunto do continente africano e o papel que Portugal têm como pivô da relação mais geral entre a Europa e África”.

A cerimónia de encerramento contou com o discurso do Presidente da República e Presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

“O vosso papel é muito importante porque muitos dos conselheiros que aqui estão vivem permanentemente dentro e fora de Portugal. No País, têm funções primordiais, por isso, é importante que estejam atentos aos desafios e que ajudem Portugal como têm ajudado. Para os que estão fora, o vosso papel é também muito importante. Trata-se de aproveitarmos este momento de investimentos em Portugal, mesmo sabendo que o trabalho do Conselho muitas vezes não é percebido por muitos portugueses, mas não importa. Há que fazê-lo percebido por maiores que sejam os desafios que se nos colocam. Sou em qualquer caso um otimista realista. Portugal virou o cabo das tormentas no momento em que percebeu que o Conselho perdurava para além de chefes de estado. O Conselho tem agora lideranças muito fortes e conto convosco para esta tarefa. E, no limite do que eu possa fazer, também contem comigo”, afirmou o Presidente da República.

No dia anterior, 20 de Dezembro, os Conselheiros da Diáspora foram recebidos num Welcome Drink no Palacete de São Bento a convite do Primeiro-Ministro.

Em anos anteriores o Encontro Anual do Conselho da Diáspora lançou temas de debate como Liderança e Diversidade, Cibersegurança, Gerir na Era Digital, Diplomacia Cultural, Competências para o século XXI, o Desenvolvimento da Indústria Audiovisual em Portugal, Portugal como Nearshoring Go-To-Country, Prevenção da Doença e Promoção da Saúde ou Mobilidade Inteligente numa Economia Verde.

 

Por Conselho da Diáspora Portuguesa e Dinheiro Vivo, Dezembro de 2018

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