Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC, em entrevista ao Jornal Económico onde salienta que “persiste um foco exagerado na actuação de curto prazo e a percepção de menor urgência na antecipação e preparação para a mudança”.

Como avalia a evolução da capacidade de inovação das empresas portuguesas nos últimos anos?

Trata-se de uma evolução a diferentes velocidades. Não havendo sectores que se destaquem, há claramente líderes em cada sector. As empresas deste primeiro pelotão – integrado pela maioria dos associados da COTEC – por via de uma liderança esclarecida, gestão qualificada e de equipas de grande talento, têm vindo a interpretar com sucesso as tendências de mudança da envolvente – tecnológicas, consumidor ou regulatórias-, encurtando os ciclos de lançamento de novos produtos mais customizados e com maior desempenho, com níveis mais profundos de integração interna e externa de processos de negócio, seja na concepção e fabricação, na logística, na distribuição ou no serviço a clientes, com ganhos de flexibilidade e tempo de resposta ao mercado, traduzidos em maior produtividade e eficiência.

São essas as principais forças das empresas líderes em inovação?

As empresas líderes na inovação demonstram ter o domínio simultâneo de competências de gestão em todas as dimensões que determinam a maturidade dos processos de inovação – estratégia, talento, gestão do risco, propriedade intelectual, redes de cooperação e cultura – introduzindo sistematicamente novidades nos processos de negócio e melhorando o retorno dos investimentos em inovação caminho para as restantes, de modo a “queimarem” etapas e recuperarem o atraso, terá que passar por incentivos à cooperação, às parcerias e à aprendizagem com o grupo da frente.

As lideranças empresariais em Portugal já assumiram plenamente nos seus objetivos de gestão a necessidade de inovação?

Para a maioria dos líderes empresariais nacionais, especialmente daqueles que operam no sector exportador, a inovação não é uma opção mas uma questão de sobrevivência. Persiste, no entanto, um foco exagerado na actuação de curto prazo e a percepção de menor urgência na antecipação e preparação para a mudança.

 

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Por Jornal Económico, Janeiro de 2019

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