Portugal foi, no ano passado, líder na União Europeia (UE) na área das pequenas e médias empresas inovadoras (PME), segundo dados revelados pela Comissão Europeia, obtendo, ainda assim, a classificação de país “inovador moderado”.

Colocado no grupo dos “inovadores moderados”, o país ficou atrás da Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda, que dominaram a tabela no ano passado com a designação de “inovadores fortes”.

Ainda assim, Portugal destacou-se, em 2018, como líder da UE na área das “PME inovadoras”, assinala Bruxelas.

“Portugal é um ‘inovador moderado’”, mas “ao longo do tempo, o desempenho do país tem vindo a melhorar”, refere a Comissão Europeia no relatório.

A contribuir para esta melhoria estão, segundo Bruxelas, “as pontuações particularmente altas no que toca à inovação interna das PME, à penetração da banda larga e às PME com produtos ou processos inovadores”.

Outros líderes da UE em áreas específicas foram, no ano passado, a Dinamarca (pelos recursos humanos e condições propícias à inovação), o Luxemburgo (pelos sistemas de investigação atrativos), França (pelo financiamento e apoio), Alemanha (pelos investimentos das empresas), Áustria (pelas ligações), Malta (pelos ativos intelectuais) e Irlanda (pelas repercussões no emprego e nas vendas).

Neste relatório, os Estados-membros são divididos em grupos consoante a pontuação.

No que toca à média comunitária, “o desempenho da UE em matéria de inovação progrediu 8,8% desde 2011”, aponta Bruxelas, notando que, desde esse ano, “o desempenho em matéria de inovação melhorou em 25 países” da União.

Em comparação com o resto do mundo, “a UE ultrapassou os Estados Unidos” na área da inovação, tendo também passado a competir de forma “considerável” com o Brasil, Índia, Rússia e África do Sul.

“A China, contudo, está a recuperar de forma três vezes mais rápida do que o crescimento do desempenho da UE em matéria de inovação. Relativamente ao Japão e à Coreia do Sul, a UE tem vindo a perder terreno”, conclui Bruxelas no Painel Europeu da Inovação.

Por Jornal Económico, Julho de 2019

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