O testemunho da Conselheira da Diáspora Inês Caldeira sobre o que tem aprendido desde que assumiu a liderança da L’Oréal Tailândia, Cambodja e Laos. A paixão pela Ásia começou cedo, mas só depois de 17 anos de carreira na Europa, é que o sonho se concretizou.

Aos 35 anos, Inês Caldeira foi a primeira mulher, e a mais jovem profissional de sempre, a assumir a liderança da L’Oréal Portugal, a empresa onde entrou como trainee no marketing da Divisão de Produtos de Grande Consumo (DPGC) e que três anos depois a enviava para Paris, na sua primeira expatriação.

Os mercados asiáticos não são novidade para Inês Caldeira, que, em 2004, integrou a equipa de Desenvolvimento de Marketing Internacional Garnier, na sede da L’Oréal, em Paris, onde trabalhou especificamente com esta área do globo. Entre 2006 e 2008, foi responsável pelo marketing da Garnier em Portugal, regressando depois a França para ocupar o cargo de diretora de marketing da DPGC para a Europa. Em 2010, e a seu pedido, foi enviada para dirigir o marketing da L’Oréal Paris em Espanha, porque queria pôr-se à prova num mercado difícil e em crise. Apesar do contexto severo, foi promovida duas vezes, uma das quais a diretora-geral da marca.

Em 2014, assumiu a direção-geral da L’Oréal Portugal e, desde setembro de 2018 que lidera a  L’Oréal Tailândia, Cambodja e Laos.

“Celebro este ano 18 anos de L’Oréal, a empresa onde cresci a ser feliz. São muitos anos a aprofundar os meus conhecimentos sobre a Indústria,  a acompanhar a evolução das mulheres (e homens) e a sua relação com a beleza.

Percebi a importância que a beleza tem na autoestima e na afirmação femininas, o valor da aspiracionalidade das marcas e o papel que a cosmética desempenha mesmo nos tempos de crise.

Sei hoje que a beleza é diversidade e que os espanhóis são diferentes dos portugueses, dos franceses e dos tailandeses, mas também que cada uma das pessoas desses países é diferente entre si.

Acompanhei a explosão do global shopper e consequentemente dos early adopters, do digital e da transformação do marketing massificado em relações one-on-one, a emergência do e-commerce e de novos conceitos de retalho. Vi nascerem milhares de marcas e tendências. Observei também muitas delas desaparecerem.

São 18 anos de experiência, de muito know-how. Mas foi sobretudo o trabalho com equipas talentosas que mais me fascinou, a certeza de que as equipas são mesmo os novos heróis e que a cooperação entre todos, tem efeitos mágicos.

Por isso, quando ao entrar na ternura dos 40 decidi dar um novo rumo à minha carreira e viajar para Oriente, muitos me perguntaram “Porquê?”

  1. O Centro do mundo mudou. Tudo começa aqui.

A Ásia tornou-se um centro incontornável de influência no mundo da beleza. Crescimentos a duplo digito, explosão do e-commerce e da classe média são alguns dos fatores de atração.

Mas não só. Para quem é apaixonado por este mundo sabe que os asiáticos são fascinados por cosmética. Dos países menos desenvolvidos, aos mais sofisticados na região, a rotina de beleza pode chegar a 10 cremes por dia de manhã!

O desenvolvimento de novas texturas e gestuais alcança uma escala imprecedente.

Trabalhar na Indústria e ter a oportunidade de vê-lo no lugar do condutor é não só um privilégio mas também necessário para uma carreira plena.

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Por Executiva, Setembro de 2019

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