Com um percurso de mais de 17 anos de carreira nacional e internacional, Inês Caldeira é agora CEO da L’Oréal Tailândia, Laos & Cambodja.

A executiva costuma seguir dois princípios de gestão. A primeira
é a crença absoluta de que é sempre possível. E, isto traduz-se em imensas vertentes: na forma como tende a abordar novos mercados, como comunica com novos públicos, como gere desafios e como dá a volta sempre que tem dificuldades. Ou, ainda, quando desenha equipas e abraça desafios de management. A segunda, que tem mais a ver com o seu lado de chefe de equipa: pratica uma política de proximidade. E Inês Caldeira acredita que é possível ser-se respeitado, admirado e mobilizador de pessoas tendo uma relação muito próxima com elas. Olhando para trás, a gestora iniciou a sua carreira em 2001 como estagiária, no Marketing da Divisão de Produtos de Grande Consumo (DPGP), tendo evoluído para gestora de Produto Júnior e, posteriormente, sénior. Isto, sempre no Grupo L’Oréal, em Portugal. Haveria de seguir, em 2004 para Paris, para a sede do Grupo, onde passou a integrar a equipa de Desenvolvimento de Marketing Internacional. Dois anos mais tarde regressa a Portugal para assumir a Gestão de Marketing de Garnier, mas acaba por voltar, em 2008, a França como directora de Marketing da Divisão de Produtos de Grande Consumo para a Europa. Novo ciclo de dois anos e muda de novo, desta feita para Espanha, para a direcção de Marketing L’Oréal Paris, tendo passado depois a directora-geral da mesma marca.

Como é que surgiu a oportunidade de ser líder na Tailândia, Cambodja e Laos?

Como refere, trabalhei 17 anos em países europeus, com desafios de alguma forma semelhantes e após quatro anos à frente da filial portuguesa era legítimo pensar num novo ciclo. Existem três grandes centros de consumo (países desenvolvidos, países emergentes e China) para a beleza, com dinâmicas distintas em termos de crescimento. A minha paixão pela Ásia era conhecida, o interessente profissional óbvio e a curva de aprendizagem enorme. A vontade de desbravar mundo uniu-se a uma oportunidade existente e fiz as malas novamente.

Este é um sonho que desejava cumprir, pois desde muito cedo se apaixonou pela Ásia…

Descobri a Tailândia em 2005 quando vim fazer uma campanha publicitária. A história do país, as pessoas, a parte espiritual e, claramente, a própria dimensão do mercado da beleza foram decisivos. Confesso, no entanto, que tem superado bastante as minhas expectativas. Estou a aprender imenso tanto de um ponto de vista profissional como pessoal. Durante um dia estou exposta à complexidade da Tailândia, aos desafios de um país super emergente como o Myanmar (de que também sou responsável) e à velocidade da China. As minhas semanas são tão enriquecedoras e diferentes que sinto o mesmo entusiasmo que se tem no início da carreira.

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Por Executive Digest, Março de 2020

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