O Ministro da Economia afirmou ser «com muita satisfação que vejo a Embraer investir em Portugal em vez de investir noutros países europeus».

Depois dos EUA, Brasil, Angola, Moçambique e União Europeia, os produtores de vinhos do Dão apostam agota também na Rússia e China, onde já vendem um milhão de garrafas.

São produzidos por ano cerca de 40 milhões de litros de vinho do Dão, dos quais 40% a 50% são certificados com Denominação de Origem Protegida (DOP) Dão e 35% da produção é para exportação, explica Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola da Região (CVR) do Dão.

“Estamos a olhar para novos mercados, como China e a Rússia. A nossa aposta é no preço e na qualidade. Oitenta por cento das exportações do vinho do Dão destinase aos mercados tradicionais. Mas já vendemos para a China um milhão de garrafas, já temos uma forte presença”, sublinha.

A modernização das práticas vitícolas na região está a ser reconhecida pela crítica. Arlindo Cunha frisa que na edição de 2014 do Concurso Nacional de Vinhos, organizado pela ViniPortugal, a região demarcada do Dão obteve três medalhas de “grande ouro”, cinco medalhas de “ouro” e 11 medalhas de “prata”. “O Dão soube preservar as castas portuguesas, com destaque para Touriga Nacional (tinta) e Encruzado (branca)”, sustenta Arlindo Cunha.

Para promover a Rota do Vinho do Dão, realiza-se na próxima sexta-feira e sábado, em Lisboa, a primeira edição do “Dão Capital – Mostra de vinhos e iguarias”. O palacete Henrique de Mendonça, da Nova School of Business and Economics, junto ao centro comercial El Corte Inglés, acolhe provas, degustações e workshops.

Na mostra vão estar presentes 32 produtores de vinho e de iguarias regionais, como enchidos, queijo da serra, frutos e compotas, mel, chocolates de Viseu, cogumelos, maçãs bravo-de-esmolfe e doçaria de Vouzela.

Por Jornal Expresso, 17 Junho de 2014