O Conselho da Diáspora Portuguesa (CDP), que reúne mais de 350 conselheiros portugueses presentes em 44 países e cinco continentes, realizou em Cascais a 10.ª edição do seu Encontro Anual, subordinado ao tema “A Diáspora como Capital Humano”.
O primeiro dia teve lugar a 17 de dezembro de 2025, na Sala Cantanhede do Hotel Pestana Cidadela Cascais, e foi dedicado à reunião interna do Conselho, que reuniu Conselheiros de Portugal no Mundo, Jovens Conselheiros e membros do Conselho Consultivo.
A sessão iniciou-se com a apresentação do resumo de atividades de 2025 e do plano de atividades para 2026, conduzida por António Calçada de Sá, Presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa. Durante a manhã, foram apresentados e debatidos os principais projetos desenvolvidos pelos Núcleos Regionais e Centros de Competência.
A manhã prosseguiu com a sessão Diáspora Jovem: Resumo 2025 e Plano para 2026, onde foi apresentado o crescimento do programa. Foram ainda apresentadas duas iniciativas dirigidas às novas gerações da diáspora: o Programa de Mentoria e o Podcast LusoLab.
Durante a tarde, após o almoço institucional no Palácio da Cidadela de Cascais, os trabalhos retomaram com a apresentação da iniciativa Atrair e Voltar, promovida pela AMROP e apresentada por Maria da Glória Ribeiro. Seguiu-se a apresentação da parceria entre o Conselho da Diáspora Portuguesa, a Fundação António Pargana e a Universidade Católica Portuguesa, dedicada ao reforço dos laços com a diáspora e à criação de valor para o país. Posteriormente, na sessão Desafios e Oportunidades, em parceria com a PwC, António Brochado Correia abordou os principais desafios globais e as oportunidades estratégicas para Portugal e para a diáspora.
O dia encerrou com as palavras de António Calçada de Sá, Presidente da Direção, seguidas de um cocktail e de um jantar institucional no Restaurante Cisterna, no Pestana Cidadela Cascais, que contou com a presença do Ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
O segundo dia do encontro reuniu cerca de 200 convidados, entre representantes institucionais, líderes empresariais e membros do Conselho da Diáspora Portuguesa, para refletir sobre o papel da diáspora na afirmação de Portugal no mundo. Ao longo das intervenções, destacou-se a forma como características frequentemente associadas aos portugueses — como empatia, capacidade de adaptação e inteligência relacional —, aliadas à formação, mérito e resiliência, contribuem para reforçar a presença e a reputação do país a nível internacional.
A abertura ficou marcada por uma reflexão sobre a diáspora enquanto capital humano e estratégico para Portugal. Neste contexto, António Calçada de Sá sublinhou a ambição de construir uma diáspora cada vez mais forte, relevante e transformadora, destacando também o trabalho desenvolvido através dos 14 núcleos regionais do Conselho da Diáspora Portuguesa e agradecendo o apoio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao longo dos últimos anos.
O contributo da diáspora para a projeção internacional de Portugal foi igualmente destacado por várias figuras institucionais presentes. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reforçou que a diáspora portuguesa constitui uma prioridade para o Governo, sublinhando o impacto do trabalho dos conselheiros na promoção de Portugal no exterior. Já o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, salientou a capacidade de integração e adaptação cultural dos portugueses no estrangeiro, enquanto o Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, destacou a diáspora como um dos mais importantes ativos estratégicos do país. O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, realçou também o papel dos portugueses no estrangeiro na valorização do nome de Portugal além-fronteiras.
O programa incluiu ainda o debate Talento Português e Liderança, moderado pela jornalista Joana Petiz, que contou com as intervenções de João Vale de Almeida e Manuel Santiago, centrado na projeção internacional do talento português e na necessidade de reforçar a visibilidade da excelência nacional. Num momento de conversa conduzido por Catarina Carvalho, José Manuel Durão Barroso refletiu sobre o posicionamento de Portugal no contexto europeu e internacional, defendendo uma afirmação do país com confiança e sem complexos.
O encontro terminou com a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no seu último discurso enquanto presidente honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, convocando-os para uma atitude ativa, inconformista e criativa ao serviço do país: Continuem insubmissos e rebeldes, isso é fundamental, não deixem de sonhar”, e concluiu, citando a cultura portuguesa como motor de futuro: “Porque, como dizia um grande poeta português, é pelo sonho que vamos”.
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