Joana Vicente “é uma figura de proa da indústria cinematográfica de Nova Iorque, tendo produzido mais de 40 filmes e fundado três empresas, incluindo a primeira produtora digital dos EUA e o primeiro estúdio de distribuição e produção em alta definição do país”. Entrevista de Joana Vicente à Executive Digest.

É assim que a organização do Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) apresenta ao público a sua nova directora executiva.

Joana Vicente foi considerada pela Variety como sendo uma das 60 pessoas mais influentes em Nova Iorque e já recebeu o prémio “Made in New York”, que distingue figuras que tenham contribuído de forma mais significativa para o crescimento das indústrias de media e entretenimento da cidade.

A directora executiva do TIFF desde Agosto do ano passado, nasceu em Macau, estudou Filosofia em Lisboa, foi assistente de Maria de Lurdes Pintassilgo no Parlamento Europeu e trabalhou nas Nações Unidas até se decidir pela produção de cinema nos Estados Unidos da América em parceria com o marido, o produtor Jason Kliot. Ainda antes de atravessar o Atlântico, Joana Vicente foi assistente de produção de António Pedro Vasconcelos e Paulo Branco e teve uma breve participação como atriz num filme de Alain Tanner.

Em Nova Iorque, onde vive há quase 30 anos, fundou com Jason Kliot a Open City Films e a HDnet Films, empresas com as quais assinaram cerca de 40 produções cinematográficas independentes para realizadores vários, como Brian de Palma e Steve Soderbergh.

Popular pelo seu passado como produtora, defensora de realizadores independentes, bem-sucedida na angariação de fundos e parcerias e extenso conhecimento do panorama global cinematográfico em mudança solidificou a decisão.

 

O QUE DIZ JOANA…

O cinema português é de um drama ou uma comédia? A preto e branco ou a cores?

Como qualquer cinema, pode ser todas as opções acima. Nas minhas memórias, o cinema português é tanto a preto e branco, como dramas silenciosos às vezes pesados e cores suaves. Mas também é muito mais do que isto.

Que protagonista nunca deixa de seguir?

Acho que não tenho nenhum. Porque me identifico com filmes e personagens diferentes, em fases diferentes.

E que papel gostava de vir a ter no cinema mundial? E português em particular?

Acabo de iniciar um novo desafio fantástico como directora executiva no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla ingelsa), que é uma plataforma maravilhosa para o mundo cinematográfico, incluindo o cinema português.

A sua vida é feita em slow ou speed motion?

Sem dúvida em speed motion. Demasiado às vezes!

O que sonhou ser, quando era criança?

Cardiologista.

Qual a razão de se ter associado ao Conselho da Diáspora Portuguesa? Qual a sua missão e papel na qualidade de ‘Conselheira de Portugal no Mundo’?

Para mim é uma honra e uma responsabilidade estar envolvida no meu País e partilhar as minhas experiências e o meu conhecimento da melhor forma que puder. Encaro o papel de Conselheira de forma séria e dou o meu melhor enquanto embaixadora da Diáspora, representando Portugal e a cultura.

 

Por Executive Digest, Abril de 2019

Esta entrevista foi realizada no âmbito de uma parceria com a Executive Digest.

Related Articles