Portugal conquistou a medalha de bronze no pósio, sendo o terceiro país na União Europeia que maior percentagem das suas necessidades energéticas são satisfeitas com energias renováveis.

Apenas cinco estados-membros da União Europeia (UE) revelaram ter um consumo de energia renovável superior a 50% da energia consumida. Portugal conquistou a medalha de bronze no pódio, sendo o terceiro país na UE que maior percentagem das suas necessidades energéticas foram satisfeitas com renováveis, segundo mais recente estudo da Eurostat.

Em primeiro lugar temos a Áustria com 73% da energia consumida ser de origem renovável. A seguir, a Suécia com 65% e juntamente com Portugal, em terceiro lugar, temos a Dinamarca ambos com 54%. A completar o Top 5 temos a Letónia com 51%. Os dados apresentados foram recolhidos em 2016.

No entanto, o crescimento na aposta das energias renováveis não é transversal para todos os estados-membros. O caso mais distante é o de Malta onde apenas 6% da energia consumida era energia renovável. Abaixo dos 10% encontra-se também Luxemburgo e a Hungria com 7%, e o Chipre com 9%. Os dados apresentados foram recolhidos em 2016.

Tendo dito isto, a electricidade de fontes renováveis contribuiu para cerca de 30% da energia consumida na União Europeia, revela o estudo. A fonte mais importante foi a hidroeléctrica, que é responsável por 36,9% da produção. Em segundo a energia eólica com 31,8% e a energia solar fica com a fatia mais pequena, com  11,6%. O restante é dividido pelo biogás, a energia geotérmica, entre outros.

Relativamente a Portugal, há uma melhoria face a 2015 quando a percentagem era de 52,6%. Prevê-se que tanto 2017 como 2018 sejam também anos de bom desempenho. Em março último, segundo o boletim da APREN (Associação Portuguesa de Energias Renováveis) pela primeira vez, a produção elétrica renovável ultrapassou as necessidades de consumo em Portugal Continental.

Nesse mês, as fontes renováveis alcançaram “uma representatividade histórica de 103,6% do consumo eléctrico de Portugal Continental (4.647 GWh)”, anunciou a APREN. Neste período destacou-se a contribuição das centrais hídricas e eólicas que foram responsáveis por 55% e 42% das necessidades de consumo, respectivamente.

 

Por Diário Económico, Outubro de 2018

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